CANCELAMENTO LE KOMBI, DE JEANNOT KUMBONYEKI - Alkantara Festival

2018-05-30

É com muita tristeza que informamos que, devido a problemas insolúveis com vistos, a apresentação de Le Kombi, do coreógrafo congolês Jeannot Kumbonyeki, prevista para 31 de maio e 1 de junho no São Luiz Teatro Municipal, não vai realizar-se.

Ao longo dos anos, o Alkantara Festival, com o objetivo explícito de apresentar projetos de artistas de outros territórios que não os considerados ocidentais, confrontou-se com diversas questões de controlo de fronteiras.  Algumas vezes, garantir a entrada de artistas e as suas equipas em Portugal foi difícil, mas no final sempre conseguimos fazê-los subir ao palco. Desta vez não.

Em colaboração com a equipa da Studios Kabako (a estrutura de produção de Faustin Linyekula) tentámos obter uma autorização de visto para Jeannot desde meados de março. Em vão.

As autoridades congolesas ordenaram em janeiro deste ano, no meio de um crescente conflito diplomático entre a República Democrática Congo (RDC) e os países europeus, fechar a Maison Schengen, em Kinshasa. Este posto consular trata de todas as exigências de vistos para que os cidadãos congoleses possam viajar para os países do espaço Schengen. Até agora a Maison Schengen não foi reaberta o que significa que se tornou praticamente impossível para os cidadãos congoleses entrarem no espaço Schengen. Por seu lado, a União Europeia já deixou claro que não fará qualquer exceção, a fim de manter a pressão sobre a RDC.

Apesar dos nossos esforços e do apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros foi impossível contornar esta situação e trazer Jeannot até nós. 

Esta história contém muitas tragédias:

A tragédia de um povo que sofreu dezenas de anos de conflitos e guerras só porque vivem sob os recursos naturais mais ricos do planeta, agora é feito refém num braço de ferro entre Kinshasa e Bruxelas.

A tragédia de um artista bastante talentoso, impossibilitado de mostrar o seu trabalho internacionalmente.

E a dos públicos de Lisboa, privado da possibilidade de ver um jovem dançar, de forma única e eloquente, o horror e a injustiça que seus compatriotas vivem.

O Alkantara Festival optou por não substituir a performance de Jeannot Kumbonyeki. Vamos antes utilizar o tempo da performance, integrada numa programação tripla, juntamente com Flora Détraz e Jozef Wouters, para partilhar um testemunho em vídeo de Jeannot Kumbonyeki e observar a situação atual no Congo.

Direção Alkantara

Para mais informações pode contactar a bilheteira do Teatro São Luiz:
bilheteira@teatrosaoluiz.pt
213 257 650/1



We’re very sad to inform you that, due to insurmountable visa problems, the performance of Le Kombi by Congolese choreographer Jeannot Kumbonyeki, planned for May 31 and June 1 in São Luiz Teatro Municipal, will not take place.

Over the years, the Alkantara Festival, explicitly aiming to present artists from outside the occidental safe zone, has dealt with many visa questions. Things have been tight some times, but we always managed in the end to get artists into the country and onto their stage. This time, we didn’t manage.

We’ve been trying, in collaboration with Studios Kabako (Faustin Linyekula’s production house) to get a visa appointment for Jeannot since mid March. In vain.

The Congolese authorities closed the Maison Schengen in Kinshasa this January, amidst an escalating diplomatic conflict between the DRC and European countries. This consular post processes all visa applications for Congolese citizens traveling to Schengen Countries. As of now, it has yet to reopen. Concretely this means that it has become virtually impossible for Congolese citizens to enter the Schengen space.

In spite of our efforts, and in contact with the Portuguese Ministry of Foreign Affairs, it has proved impossible to steer Jeannot around this situation. The EU makes clear that it will not make any exception, in order to keep the pressure on Kinshasa.

This story contains many tragedies. 

The tragedy of a people which has suffered tens of years of conflict and wars, just because they happen to live on top of some of richest natural resources of the planet. Which is now taken hostage in a bras de ferre between Kinshasa and Brussels. 

The tragedy of a very talented artist, blocked from showing his work internationally. 

And that of a Lisbon audience, deprived of the possibility to see a young man dance, in a unique and very eloquent way, the horror and injustice his compatriots are living.

Alkantara has opted not to replace Jeannot Kumbonyeki’s performance. Instead we will use the time available, ias part of the triple-bill with Flora Détraz and Jozef Wouters, to show a video testimony by Jeannot Kumbonyeki and have an update on the situation in Congo.

Alkantara Direction

For further information please contact São Luiz box office:
bilheteira@teatrosaoluiz.pt
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